𝐋𝐎𝐕𝐄 𝐆𝐀𝐌𝐄 ✗ 𝖯𝖺𝖻𝗅𝗈 𝖦𝖺𝗏𝗂 - 40. - Wattpad

𝐋𝐎𝐕𝐄 𝐆𝐀𝐌𝐄 ✗ 𝖯𝖺𝖻𝗅𝗈 𝖦𝖺𝗏𝗂

Índice

𝐋𝐎𝐕𝐄 𝐆𝐀𝐌𝐄 ✗ 𝖯𝖺𝖻𝗅𝗈 𝖦𝖺𝗏𝗂

Fanfiction

𝗘 𝗦𝗘 seu o sonho de sua infância de fazer faculdade na Espanha conseguisse te trazer um caos completo em sua vida? Jasmin entendia completamente isso. 𝗝𝗔𝗦𝗠𝗜𝗡 𝗩𝗔𝗦𝗖𝗢𝗡𝗖𝗘𝗟𝗟𝗢𝗦, uma jovem no auge dos seus dezenove anos, que tinha um s...

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PABLO, point of view Maio, 2025

Encarei Jasmin que dormia tão tranquilamente. Eu a tinha trazido para o hospital, não quis correr o risco de levá-la pra casa e ver a situação piorar. Ela havia feito alguns exames, e o resultado estava para sair, eu acho.

Confesso que eu não imaginava que a minha noite terminaria assim… com ela. Não pensei que brigar com a Melinda fosse me fazer parar ao lado da Jasmin. Eu nem consegui dormir. Mesmo com os médicos dizendo que agora estava tudo bem, eu precisava ver com os meus próprios olhos. Precisava esperar até ela acordar.

Eu estava sentado ao lado da cama, observando-a, há boas horas, pra ser sincero. As palavras dela ainda martelavam na minha cabeça.

“A sua namorada sou eu, não a Melinda.”

Levei a mão até o cabelo dela, afastando uma mecha que caía sobre o rosto. Toquei de leve sua bochecha, e por um segundo, meu coração disparou.

Havia algo ali, algo que eu sentia, mesmo sem lembrar. Era como se meu corpo recordasse o que a mente havia esquecido.

Eu daria qualquer coisa para recuperar o que ficou perdido no acidente. Ver o jeito como ela me olhava… aquilo dizia mais do que mil palavras.

E olhar para Melinda, depois disso, só me confundia. Toda vez que eu beijava Melinda, me perguntava, e se fosse a Jasmin?

Suspirei, apoiando os cotovelos nos joelhos, sem desgrudar o olhar dela. O monitor cardíaco emitia um som ritmado e suave, como se o próprio coração dela me acalmasse.

Me inclinei um pouco mais, observando o contorno dos lábios dela, a respiração lenta e calma.

— O que foi que a gente viveu, Jasmin? — murmurei baixinho. — O que foi que eu esqueci?


Por um instante, achei que ela não responderia, mas então ela se mexeu levemente, soltando um suspiro sonolento. Seus dedos se moveram sobre o lençol, como se procurassem algo.

— Pablo… — ela murmurou, quase num sussurro.

Meu peito se apertou. Segurei a mão dela, com cuidado.

— Tô aqui — respondi, e percebi o quanto minha voz saiu baixa, rouca. — Você tá bem agora.

Ela abriu os olhos devagar, piscando algumas vezes até focar em mim. Aquele olhar… doce, mas cheio de dor.

— Eu sonhei com você — disse ela, a voz ainda fraca.

— É mesmo? — tentei sorrir. — E o que eu tava fazendo no sonho?

Ela respirou fundo, ainda confusa.

— Você… lembrava de mim.

O sorriso desapareceu. Por um momento, não consegui dizer nada.

— Então talvez não fosse um sonho — respondi enfim, num sussurro, apertando de leve a mão dela.

— É… talvez… porque eu tô… — ela olhou ao redor, confusa — em um hospital?

— Você passou mal na festa, e eu trouxe você pra cá. Precisava ter certeza de que estava bem — respondi, mantendo a voz baixa.

Ela piscou algumas vezes, tentando processar. A mão que eu segurava tremia um pouco, mas não soltou a minha.

— Eu… eu não me lembro direito — murmurou, a voz quase um fio. — Só lembro da festa… e de você…

— Eu sei — disse, pressionando o polegar sobre a mão dela, tentando transmitir segurança. — Você estava bebendo com um cara, mas ele colocou alguma coisa na sua bebida. Mas não aconteceu nada, eu tava lá.

Ela desviou o olhar, encarando outro canto do quarto.

— Eu sabia que não deveria ter ido para aquela festa — falou baixo, a voz trêmula.

— Olha, não foi sua culpa, e tá tudo bem agora — falei, tentando segurar a preocupação.

— Não, Pablo… não tá tudo bem — disse ela, a voz embargada. — Eu fui dopada…

A primeira lágrima escorreu pelo rosto dela, e depois outra, até que ela começou a chorar silenciosamente.

— Ei… não chora, Jas — murmurei, inclinando-me e envolvendo seus ombros com cuidado. — Tá tudo bem agora, eu tô aqui.

— Eu odeio saber que você não lembra de nós — ela falou, a voz embargada.

Me afastei um pouco e segurei o rosto dela com minhas mãos, olhando nos olhos que sempre diziam mais do que palavras.

— Então me conta, Jasmin… eu preciso saber — pedi, num tom baixo, firme, mas que deixava escapar toda a confusão e o medo dentro de mim.

Ela respirou fundo, desviando o olhar por um instante. Os lábios tremiam levemente, e as lágrimas começaram a se acumular em seus olhos.