𝐋𝐎𝐕𝐄 𝐆𝐀𝐌𝐄 ✗ 𝖯𝖺𝖻𝗅𝗈 𝖦𝖺𝗏𝗂 - 16. - Wattpad

𝐋𝐎𝐕𝐄 𝐆𝐀𝐌𝐄 ✗ 𝖯𝖺𝖻𝗅𝗈 𝖦𝖺𝗏𝗂

de admbiah

𝐋𝐎𝐕𝐄 𝐆𝐀𝐌𝐄

JASMIN, point of view

Março, 2025

O estádio estava lotado com ambas as torcidas de Barcelona e Real Madrid, e eu não conseguia esconder a ansiedade pela partida. Pelo que a Berta tinha me explicado, o Barcelona tinha vencido o jogo da semifinal contra o Athletic Bilbao, agora era o jogo da final, valendo o título. Isso pelo menos eu tinha compreendido.

Berta, como sempre, tinha me explicado tudo nos mínimos detalhes. Natália e Gael também estavam aqui, e confesso que fiquei muito feliz de vê-los. De alguma forma, a presença deles deixava tudo mais leve, menos intimidador.

— Então pode ficar tranquila, Jazzy, o Pablo joga hoje — Berta disse, me cutucando com o cotovelo.

— Eu não te conto mais nada, você usa tudo contra mim — retruquei, fazendo uma careta.

— Bom, eu descobri pelo Pedro, na verdade. Não por você — ela respondeu, rindo.

— Traíra! Isso que ele é — falei, cruzando os braços de forma dramática.

— Ah, para, vai. A gente sabia que um dia esse ódio todo ia resultar em... interesse. O Pablo só foi rápido pra perceber — Berta brincou, piscando pra mim.

— Não inventa, eu só quero paz! Deixa o Pablo lá jogando — falei, tentando encerrar o assunto.

— Paz? — Natália entrou na conversa, rindo. — De paz em paz você já tá quase carregando a plaquinha “Team Pablo”.

Revirei os olhos, rindo sem querer.

— Vamos mudar de assunto, por favor? — pedi, desesperada para fugir da conversa.

— Tá bom, tá bom — Berta disse, fingindo um ar inocente. — Vamos falar sobre... quantos gols o Pablo vai fazer hoje?

Antes que eu pudesse retrucar, o apito soou e o jogo começou, e finalmente consegui me concentrar no campo.

O jogo foi eletrizante desde o primeiro minuto. O Real Madrid começou pressionando, mas o Barcelona logo equilibrou as coisas. Era uma troca de ataques intensa, o estádio pulsava a cada jogada.

Logo no primeiro tempo, Lamine Yamal abriu o placar para o Barça, arrancando aplausos ensurdecedores. Pouco depois, Lewandowski ampliou, aproveitando uma assistência perfeita de Pedri. O Real Madrid ainda conseguiu diminuir com um gol do Vini Jr., mas antes do intervalo, Raphinha acertou um chute cruzado no canto e deixou 3x1 para o Barcelona.

No segundo tempo, o Real voltou tentando reagir e conseguiu marcar mais um, deixando o jogo tenso em 3x2. Meu coração quase saiu pela boca em alguns momentos. Natália e Gael vibravam a cada jogada, enquanto eu me agarrava à mão da Berta sem nem perceber.

E então, no meio daquela tensão toda, veio o momento que fez tudo valer a pena. Pablo roubou a bola no meio-campo, arrancou com velocidade e, com um chute seco, balançou a rede! O estádio veio abaixo e eu me vi pulando de alegria sem nem pensar.

Olhei para Berta e Natália, que gritavam e riam, enquanto eu tentava esconder o sorriso bobo que escapava.

— Aí, ó! Teu garoto! — Berta gritou, me fazendo rir ainda mais.

E pra fechar com chave de ouro, Balde fez mais um nos acréscimos, deixando o placar em 5x2.

Quando o apito final soou, foi como se o estádio explodisse. Torcedores vibrando, bandeiras balançando, cantos ecoando pelos quatro cantos. A comemoração tomou conta de tudo, jogadores se abraçando no campo, a torcida cantando o hino do Barça a plenos pulmões.

A entrega da taça foi um espetáculo à parte. Cada jogador recebendo a medalha, levantando o troféu, a festa tomando conta do gramado.

E, no meio daquele caos feliz, meu olhar inevitavelmente procurou, e encontrou, Pablo, com um sorriso gigante no rosto, medalha no peito, pulando com os companheiros de time.

Eu nem precisava dizer em voz alta: aquela era, sem dúvida, uma das melhores noites que eu já tinha vivido.

Berta praticamente pulava de alegria do meu lado, me abraçando como se a vitória fosse nossa também.

— Jazzy! — ela gritou, rindo. — Somos campeões! Você viu o Pablo? Que golaço! Eu falei que você tinha que confiar!

— Você é muito exagerada — respondi, rindo, ainda tentando acompanhar toda aquela euforia.

Finalmente, anunciaram que os familiares e amigos podiam entrar no gramado, e foi uma correria só. Crianças correndo, familiares emocionados, fotógrafos por todos os lados. Um mar de felicidade tomou conta do campo.

Antes que eu pudesse pensar em qualquer coisa, Berta agarrou minha mão.

— Vamos! Quero ver o Fermin! — ela disse, me puxando sem me dar tempo de reagir.

Fui praticamente arrastada por ela em meio àquela bagunça maravilhosa até chegarmos perto do Fermin, que estava sorrindo de orelha a orelha, suado, mas visivelmente emocionado.

Sem nem pensar duas vezes, Berta pulou nos braços dele, e eles se beijaram ali mesmo, no meio do campo, como se não existisse mais ninguém no mundo. Fiquei ali parada, completamente de vela, sorrindo sem saber muito onde enfiar a cara.

Quando eles finalmente se soltaram, eu sorri e me aproximei.

— Parabéns, Fermin! Você jogou muito! — falei, sincera.

— Obrigado, Jazzy! — ele respondeu, simpático, abraçando Berta de lado, orgulhoso.

Tentando parecer ocupada e menos deslocada, peguei meu celular e comecei a mexer, deslizando a tela sem prestar muita atenção em nada.