𝐋𝐎𝐕𝐄 𝐆𝐀𝐌𝐄 ✗ 𝖯𝖺𝖻𝗅𝗈 𝖦𝖺𝗏𝗂 - 44. - Wattpad

𝐋𝐎𝐕𝐄 𝐆𝐀𝐌𝐄 ✗ 𝖯𝖺𝖻𝗅𝗈 𝖦𝖺𝗏𝗂

de admbiah

𝐋𝐎𝐕𝐄 𝐆𝐀𝐌𝐄

𝗘 𝗦𝗘 seu o sonho de sua infância de fazer faculdade na Espanha conseguisse te trazer um caos completo em sua vida? Jasmin entendia completamente isso.

𝗝𝗔𝗦𝗠𝗜𝗡 𝗩𝗔𝗦𝗖𝗢𝗡𝗖𝗘𝗟𝗟𝗢𝗦, uma jovem no auge dos seus dezenove anos, que tinha um sonho em mente há anos: fazer faculdade na Espanha...

Cover by -summysiine

PABLO, point of view
Junho, 2025

Ganhar título significava comemorar. Então, aqui estávamos nós, na festa organizada pelo Balde, ele sempre fazia as melhores festas. Eu queria vir, até porque era a comemoração de um título importantíssimo. Mas a Jasmin queria jantar fora. Depois de muitos contra-argumentos, e umas dez reviradas de olho dela, eu finalmente convenci. Ela aceitou… e eu fiquei devendo um jantar para ela.

Beijei a testa dela enquanto ela mantinha a cara fechada, sentada numa das cadeiras giratórias, com os braços cruzados, e eu parado na frente, rindo por dentro.

— O que eu posso fazer para melhorar o humor da minha princesa? — perguntei, passando o dedo no queixo dela.

Ela me olhou daquele jeito sério que tentava intimidar, mas que só deixava ela mais fofa.

— Você me deve um jantar, chocolate e uma noite de filmes clichês românticos — Jasmin decretou, como se estivesse assinando um contrato.

Soltei uma risada.

— Só isso? Quer que eu te entregue a Champions também? — provoquei.

Ela ergueu uma sobrancelha.

— Se você conseguir, eu aceito.

— Tá, mas aí você vai ter que me pagar com uma semana inteira de beijinhos extras. — Cruzei os braços, fazendo pose de negociante. — E abraços. E cafuné. E talvez massagem nas costas porque eu fiquei noventa minutos correndo hoje.

Ela tentou esconder o sorriso, mas eu vi o canto da boca dela levantar.

— Você é insuportável, Pablo.

— Eu sei — sorri, inclinando-me até encostar minha testa na dela. — Mas sou o seu insuportável.

Ela bufou, ainda fingindo estar brava.

— Você prometeu um jantar…

— E vou cumprir. — Toquei a ponta do nariz dela. — A minha princesa chorona sempre ganha tudo o que quer.

Ela franziu o nariz, tentando manter a pose.

— Para de ser fofo. Assim eu não consigo ser durona — Jasmin reclamou, mas a voz já estava entregando que ela estava derretendo.

Eu ri baixo.

— Durona? Você? — coloquei a mão no peito, fingindo surpresa. — Por favor, Jas… você quase chorou quando eu falei que a gente não tinha sobremesa em casa semana passada.

Ela apertou os olhos.

— Aquilo foi um momento de fraqueza.

— Aham, claro — provoquei, me aproximando mais. — Minha durona favorita, que desaba por chocolate e filmes românticos.

Ela segurou meu rosto com as duas mãos, tentando me virar pro lado.

— Eu tô tentando ser séria!

— E eu tô tentando não te beijar — falei, já sorrindo, e prendi a cintura dela antes que ela se afastasse.

— Pablo, eu tô brava — ela tentou avisar, mas sua voz saiu doce demais pra convencer alguém.

— Tá, brava. — Concordei, inclinando a cabeça. — Bravíssima. Assustadora até.

Ela me deu um tapa no peito, fraquinho, como sempre.

— Paraaa!

— Não dá — murmurei, aproximando meus lábios dos dela. — Você fica linda fingindo que não me ama.

— Eu não tô fingindo! — ela rebateu, porém já inclinando o rosto pra perto do meu.

— Aham. Então isso aqui é o quê? — toquei o queixo dela, levantando levemente.

Ela suspirou, cedeu… e eu roubei um beijo, lento, suave.

Quando me afastei só um pouco, ela ainda tinha os olhos fechados.

— Viu? — sussurrei. — A minha durona não resiste.

— Você rouba beijo — ela disse, abrindo os olhos devagar.

— Só porque você fica pedindo com esse olhar aí — deslizei o polegar pela bochecha dela. — E porque eu amo você. Muito.

Ela desviou o olhar, tentando não sorrir.

— Você está muito pegajoso hoje.

— Hoje? — dei uma risada. — Princesa, eu sou pegajoso todos os dias. Você que finge que não gosta.

Ela cruzou os braços, finalmente deixando escapar um sorriso pequeno.

— Talvez eu goste só um pouquinho.

Eu ri.

— Você é apaixonada, admite — provoquei.

— Só se você admitir que é convencido — ela rebateu no mesmo tom.

Soltei uma risada e levei a mão até o rosto dela, colocando uma mecha do cabelo atrás da orelha com toda calma do mundo.

— Eu, Pablo Martín Páez Gavira, admito que sou convencido — declarei dramático.

Ela arqueou uma sobrancelha.

— E muito.

— Mas com motivo — pisquei. — Olha o tamanho da minha sorte.

Ela tentou segurar o sorriso, mas falhou lindamente.

— Lá vem você…

— Não posso evitar — aproximei meu rosto do dela. — Você deixa tudo mais fácil de me gabar.