𝐋𝐎𝐕𝐄 𝐆𝐀𝐌𝐄 ✗ 𝖯𝖺𝖻𝗅𝗈 𝖦𝖺𝗏𝗂 - 35. - Wattpad

𝐋𝐎𝐕𝐄 𝐆𝐀𝐌𝐄 ✗ 𝖯𝖺𝖻𝗅𝗈 𝖦𝖺𝗏𝗂

de admbiah

𝐋𝐎𝐕𝐄 𝐆𝐀𝐌𝐄

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𝐋𝐎𝐕𝐄 𝐆𝐀𝐌𝐄 ✗ 𝖯𝖺𝖻𝗅𝗈 𝖦𝖺𝗏𝗂

Fanfiction

𝗘 𝗦𝗘 seu o sonho de sua infância de fazer faculdade na Espanha conseguisse te trazer um caos completo em sua vida? Jasmin entendia completamente isso.

𝗝𝗔𝗦𝗠𝗜𝗡 𝗩𝗔𝗦𝗖𝗢𝗡𝗖𝗘𝗟𝗟𝗢𝗦, uma jovem no auge dos seus dezenove anos, que tinha um sonho em mente há anos: fazer faculdade na Espanha...

PABLO, point of view

Maio, 2025

Eu tinha acabado de viver o jogo mais importante da minha vida. Campeão da Champions League, com o time que sempre foi meu sonho. Mas o melhor de tudo era saber que eu tinha conquistado isso com a Jasmin ao meu lado. Agora, oficialmente namorados, parecia que, enfim, tudo estava se encaixando. Algo que meses atrás eu achava impossível. Era como se o destino tivesse colocado ela no meu caminho pra me tornar alguém melhor, pra mim mesmo e pra ela.

— Jas… — chamei, e ela levantou a cabeça pra me olhar. — Seus olhos são lindos.

Ela riu baixinho, quase fechando os olhos.

— Hum… obrigada. Você tá melhorando nos elogios, hein? — disse brincando.

Antes que eu respondesse, a voz de Luna cortou o ar:

— Titio, a Jas vai pro Brasil.

Fiquei paralisado por um segundo.

— Como é que é? — perguntei, sem entender nada.

Jasmin se ajeitou na cama, sentando na beira com um ar estranho, como se estivesse escolhendo as palavras.

— Lua, faz um favor pro tio? — pedi, tentando ganhar tempo. — Coloca meu celular pra carregar, por favor.

Luna assentiu, pegou o celular e saiu correndo atrás do carregador, me deixando sozinho com Jasmin.

Ela estava com as mãos entrelaçadas, o olhar preso em algum ponto no chão.

— Princesa, o que tá acontecendo? — perguntei, sentando ao lado dela.

— Está tudo bem… só que… — a voz dela vacilou. — Eu preciso de um tempo, Pablo.

— Um tempo? Como assim? E por que você vai pro Brasil? — perguntei, tentando manter a calma. — Olha pra mim, por favor.

— Se eu olhar… eu vou desistir — ela murmurou.

Suspirei fundo, segurando o rosto dela com cuidado e fazendo ela me encarar.

— Então desiste. Porque tava tudo bem, Jas. O que mudou tão rápido assim? — falei, sentindo o peito apertar.

Ela respirou fundo, e quando finalmente me olhou, os olhos estavam marejados.

— Você gosta de mim mesmo? — perguntou, a voz quase sumindo.

— Como é que é? Jasmin… eu te amo. — falei, sem entender como ela podia duvidar disso. — Não tem cabimento essa pergunta.

— É que… eu li uns comentários no seu último post. E me mandaram mensagens dizendo que você só tá comigo por dó, que eu te prendo nessa relação… — a voz dela se quebrou, e uma lágrima rolou por seu rosto.

Meu instinto foi imediato, puxei ela pra um abraço apertado, sentindo o corpo dela tremer contra o meu.

— Ei, olha pra mim — sussurrei contra o cabelo dela. — Eu te amo, Jaszy. E eu não tô com você por dó, eu tô com você porque é você. Só você.

Afastei um pouco o rosto dela pra conseguir olhar em seus olhos.

— E outra, você não me prende em nada. — sorri de leve, tentando quebrar o clima pesado. — Se for ver bem, até me dá liberdade demais… não é toda namorada que deixa o Balde e o Ansu de companhia. Eles são uma péssima influência, aliás.

Ela deu uma risadinha fraca, mas o olhar ainda estava triste.

— Eu te amo também… — murmurou, e eu senti meu coração aquecer.

— Mas que conversa é essa de ir ao Brasil? — perguntei, curioso.

— Coisa de patrocínio, sabe? A agência quer alguém pra representar no evento que vai ter lá, e… bom, eu sou brasileira, né? Eles acharam perfeito juntar o útil ao agradável — explicou, mexendo distraidamente na manga da blusa.

— Você sabe quando vai? — perguntei, tentando manter o tom leve.

— Semana que vem. Fico lá só uns dois dias e depois volto pra Barcelona — respondeu.

— Eu não gostei — falei, meio manhoso. — Vou ter que ficar sem você. Aliás… não quer uma companhia? Vai estar em data Fifa, e como eu não fui convocado, posso te acompanhar. Que tal?

Ela sorriu, virando-se um pouco pra mim.

— Não é uma má ideia, te mostrar como o Brasil realmente é. Hum… gostei, acho que vou ter que te “convocar” só pra mim, então — disse, rindo baixinho.

— É, e eu prometo te servir muito bem, senhorita Vasconcellos  — falei, me aproximando e beijando-a com calma.

Ela sorriu contra meus lábios e sussurrou:

— Então é um acordo… você vem comigo pro Brasil.

— Acordo fechado — respondi, encostando minha testa na dela, sentindo o toque suave da pele de Jasmin. — E olha, não tem nada que me faça mais feliz do que estar com você, em qualquer lugar do mundo.

Antes que ela pudesse responder, ouvimos o som apressado de passinhos e uma vozinha conhecida ecoando pelo corredor. Luna apareceu correndo, com o cabelo bagunçado e um sorrisinho travesso.

— Titio, seu carregador deu um trabalhão pra achar! — ela disse, colocando a mãozinha no peito, fingindo estar exausta. De repente, franziu o rosto, observando a tia com atenção. — Titia… você tava chorando?