JAAFAR JACKSON - One Shots. - Sob Minhas Ordens. - Wattpad

JAAFAR JACKSON - One Shots.

de jamwithmj

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JAAFAR JACKSON - One Shots.

𑣲⋆ Uma coletânea de imagines com Jaafar Jackson, com histórias intensas e cheias de emoção. +18 - @jamwithmj, 2026.


Jaafar Jackson é o chefe mais insuportável que você já teve. Entre provocações, discussões e uma implicância sem fim, a linha entre ódio e atração começa a desaparecer. E basta uma noite fora do escritório para tudo sair completamente do controle.

A manhã de quinta-feira começou imersa em um silêncio suspeito que parecia pesado demais para o vigésimo andar da empresa.

Olhei para o relógio digital no canto inferior do meu monitor, que já marcava 9:30 da manhã, e desviei os olhos instintivamente para a direita, encarando a imensa porta de vidro fosco na extremidade do corredor de mármore.

As luzes de lá permaneciam apagadas e a imponente cadeira de couro continuava perfeitamente vazia, indicando que Jaafar Jackson estava atrasado. Para qualquer chefe comum, quinze minutos de atraso não passariam de um contratempo irrelevante, mas Jaafar funcionava como um relógio humano, movido a metas abusivas e uma pontualidade que beirava o sadismo.

O fato de ele ainda não ter cruzado o andar exalando seu maldito perfume forte só podia significar que o trânsito da cidade havia operado um milagre ou que ele estava arquitetando alguma entrada triunfal apenas para testar meus limites.

— Ele ainda não deu sinal de vida? — Victor, o secretário executivo da diretoria, perguntou enquanto deslizava sua cadeira de rodinhas até a entrada do meu cubículo, com os olhos arregalados em uma expressão de puro pânico corporativo. — O conselho financeiro vai estar reunido na sala de conferências às dez em ponto para a apresentação do orçamento trimestral, e se ele não aparecer a tempo de revisar e assinar o planejamento com você, estamos ferrados.

— Ele vai aparecer, amigo — respondi, soltando uma risada nasalada e sem o menor pingo de humor, enquanto meus dedos continuavam voando pelo teclado para revisar uma análise de risco. — O Jackson vive e respira para me ver sofrer em público. Ele não perderia a chance de criticar a minha linha de raciocínio na frente dos investidores por nada desse mundo.

Parei por um segundo, batendo o calcanhar no chão no ritmo da minha própria ansiedade, e encarei a tela do monitor antes de continuar.

— Ele provavelmente está atrasado porque passou duas horas escolhendo qual terno sob medida vai usar para esmagar a minha autoestima hoje. Ele é um egocêntrico insuportável que sente prazer em me ver correr contra o relógio.

Victor soltou uma risadinha nervosa, daquelas que escapam pelo nariz antes que a pessoa consiga conter o bom senso. Ele tentou disfarçar tossindo logo em seguida, mas o estrago já estava feito. A piada tinha sido boa, mas o preço por ela seria cobrado em segundos.

— Se eu fosse você, não riria, Victor. O humor dele consegue ser ainda pior quando ele usa terno cinza — brinquei, soltando um suspiro dramático enquanto voltava a rolar a planilha de dados na tela. — Ele simplesmente é a personificação de pesadelo em forma de homem.

Foi exatamente nesse instante que a risadinha de Victor morreu de forma tão abrupta que o silêncio pareceu estalar no ar do cubículo. O som frenético das minhas teclas, que antes preenchia o espaço, de repente pareceu alto demais.

Olhei para cima de cenho franzido, pronta para zombar do medo dele, mas parei no mesmo segundo ao ver a cor sumindo rapidamente do rosto do secretário. Ele engoliu em seco, empurrando a cadeira de rodinhas milimetricamente para trás na tentativa desesperada de se fundir com a divisória do corredor.

Antes que eu pudesse formular a pergunta, uma lufada sutil de ar se moveu no espaço restrito, quebrando a corrente fria do ar-condicionado. Juntamente com ela, veio aquele aroma forte, inconfundível e avassalador amadeirado que eu seria capaz de reconhecer a quilômetros de distância.

Uma presença magnética e silenciosa se estabeleceu bem ali, colada às minhas costas. Fechei os olhos por um breve segundo, deixando minhas mãos caírem inertes sobre o teclado enquanto o peso do arrependimento esmagava meus ombros de forma impiedosa. Dei um longo suspiro, engoli a pouca saliva que me restava e olhei de volta para a expressão genuinamente aterrorizada de Victor.

— Ele tá atrás de mim, né?

— Sabe, no início, quando te contratei, eu realmente não sabia o quão boa você é com palavras motivacionais — a voz de Jaafar ecoou, vinda logo atrás de mim.

Victor fez uma saudação muda com a cabeça e empurrou a cadeira de rodinhas para trás antes de sumir de vista. Fui abandonada na linha de frente.

Girei a minha cadeira devagar, milímetro por milímetro, ensaiando o sorriso mais cínico e angelical que meu rosto conseguia produzir, até dar de cara com o peitoral dele. Jaafar estava inclinado, com uma das mãos apoiada na divisória do meu cubículo, a poucos centímetros de mim. E, para o meu completo azar, ele estava usando exatamente o terno cinza que eu tinha acabado de citar. Os dois primeiros botões da camisa social branca estavam abertos, dando a ele um ar irritantemente descontraído para quem tinha acabado de ser chamado de pesadelo corporativo.

— Sr. Jackson! Que surpresa maravilhosa — exclamei, piscando os olhos com uma inocência exagerada. — Eu estava apenas... fazendo uma dinâmica motivacional com o Victor para aliviar a tensão antes da reunião do conselho. Sabe como é, gosto de usar metáforas.

— Metáforas — ele repetiu a palavra, testando o som dela enquanto dava aquele maldito sorriso de canto. — Engraçado. Eu jurava ter ouvido as palavras "egocêntrico insuportável" e "pesadelo". Mas meu ego deve ter distorcido a sua fala, não é?

— Com certeza, Sr. Jackson — blefei na maior cara de pau, mantendo os olhos fixos nos dele, embora minhas pernas estivessem quase tremendo embaixo da mesa. — Mas, se o senhor preferir, podemos culpar a acústica do corredor. Claramente há um eco terrível por aqui.

Jaafar se inclinou um milímetro a mais na minha direção, o suficiente para me fazer colar as costas no encosto da cadeira. O olhar dele desceu por um segundo para os meus lábios antes de voltar a focar nos meus olhos, com aquela intensidade magnética clássica que me deixava sem saber se eu queria estapeá-lo ou puxá-lo pela gola da camisa.